A pandemia do Covid-19 pegou setor educacional despreparado para um evento dessa natureza, e mostrou que apesar do setor ser responsável pela produção do conhecimento e inovações, não foi capaz de desenvolver soluções seguras para colocar em prática suas atividades presenciais.
A interrupção de suas operações por completo vai deixar um grande prejuízo para os estudantes no ano, mas será um grande aprendizado para que as instituições desenvolvam processos que facilite o andamento das aulas remotamente, caso, outras situações futuras possam de alguma forma surgir e impossibilitar suas atividades presencialmente.
Esse período de quarentena pode ter sido uma ótima oportunidade para essas instituições perceber o que pode ser mudado na suas operações gerenciais e operacionais, além de servir de base para o planejamento do seu plano pedagógico, planejamento estratégico e de políticas institucionais futuras. Com a volta de suas atividades presenciais, a tendência é que uma parte de suas atividades de ensino sejam remota num primeiro momento, e mais cursos da graduação tenha oferta à distância e/ou que parte do curso possa ser realizado com até 50% de atividades online, como já acontece na Europa e Estados Unidos.
Desde o ano passado (2019), o Ministério da Educação passou a permitir que os cursos presenciais tenham até 40% das aulas online, o que pode servir agora como parâmetro para que principalmente as instituições públicas de ensino superior, e até o ensino básico, criem mais cursos para o modelo de educação à distância (EAD). Essa é uma modalidade já bem explorada por grandes instituições de ensino superior privado, que saíram na frente nos investimentos em tecnologia nos últimos anos.
Vale ressaltar que o modelo ainda precisa passar por alguns ajustes quanto o tornar mais interativo e humanizado, com aulas mais dinâmicas e maior engajamento dos discentes com os docentes, no ambiente off-line e on-line. A confiança nessa modalidade ainda precisa melhorar, já que parte da sociedade não ver com bons olhos os curso oferecidos via EAD, por isso a massificação dos cursos totalmente à distância pode não acontecer pelo menos nas instituições públicas de ensino superior no pós-pandemia.
O sucesso obtido nos cursos EAD já existentes nas instituições públicas e privadas, pode servir de base para a digitalização das aulas dos cursos tradicionais, contudo, o entrave maior deve ser a falta de domínio das tecnologias da informação pelos docentes, que deve precisar de um certo tempo para um certo domínio das ferramentas para preparação das suas aulas em ambientes virtuais. Alguns cursos da graduação é possivelmente ter até 80% da carga horária ministraram on-line, com algumas atividades tendo aulas complementares compridas presencialmente, mesmos cursos da área de saúde.
Com o isolamento social que foi colocado em prática devido surgimento do coronavírus, os instituições de ensino foram obrigados a suspender totalmente suas aulas e atividades presenciais, logo, é possível prever que as políticas de ensino tome um novo rumo, mesmo com a volta das atividades de ensino presencialmente. A tendência será a criação de cursos híbridos, ou seja, com uma parte da carga horário oferecida em ambientes virtuais e mais flexibilidades das aulas presenciais.
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